Reino
de Culquibir,
13.out.1356
Cara
donzela,
Perdoe-me pelo meu erro e pela minha falta de cortesia. Nunca
a devia ter deixado só naquela mata escura. De modo algum a quis magoar, apenas
quis pedir conselho à minha tia. No dia seguinte, corri toda a mata chamando
pelo seu nome - mas a donzela não respondia. Quando me apercebi de que a tinha
perdido pensei em tirar a minha própria vida. No entanto, achei que esse era um
ato de cobardia. Foi assim que decidi escrever-lhe esta carta. Dedico-lhe este
modesto poema:
Quando a conheci,
logo me apercebi
de quão era bela!
E logo a perdi!
Como me arrependi
de a deixar, donzela.
Por favor perdoe-me!
Respeitosos
cumprimentos,
Afonso
Gervásio
(Inês T)
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