quinta-feira, 30 de outubro de 2014

No reino de Culquibir


Reino de  Culquibir,                                                                             13.out.1356

 

Cara donzela,

Perdoe-me pelo meu erro e pela minha falta de cortesia. Nunca a devia ter deixado só naquela mata escura. De modo algum a quis magoar, apenas quis pedir conselho à minha tia. No dia seguinte, corri toda a mata chamando pelo seu nome - mas a donzela não respondia. Quando me apercebi de que a tinha perdido pensei em tirar a minha própria vida. No entanto, achei que esse era um ato de cobardia. Foi assim que decidi escrever-lhe esta carta. Dedico-lhe este modesto poema:

 

Quando a conheci,

logo me apercebi

de quão era bela!

E logo a perdi!

Como me arrependi

de a deixar, donzela.

 

Por favor perdoe-me!

Respeitosos cumprimentos,

 

Afonso Gervásio
 (Inês T)

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