Lusitânia, 22 de fevereiro de
1250
Minha querida Donzela,
Com esta carta, vim declarar o
meu amor por si, linda Donzela.
Tive tantas incertezas, que acabei
por não a salvar, o que me deixa
destroçado e triste. Preciso de a ver, preciso de saber o que lhe
aconteceu. Minha doce princesa, quem este mal lhe deu?! Não penso em mais nada, a
não ser em si. Por cada dia que passa, mais falta sinto d'"A
menina mais bonita da vila Vilela" .
Conte-me onde vive, e onde vai
estar,
para ir ter consigo e consigo ficar.
As saudades imensas que já não consigo aguentar,
nada me faz feliz a não
ser vê-la comigo a dançar.
Por favor fique comigo, que sou de confiança. Ouça o
que lhe digo, nunca menti. E de tanto sonhar em si, já todos a conhecem...volte
para aqui, mas não precisa ter muita pressa.
Agora me despeço, com toda a minha gratidão, e
mais uma vez lhe peço: confie em mim.
Com mil gratidões,
Cavaleiro
Julião
Joana
Sem comentários:
Enviar um comentário