sábado, 4 de outubro de 2014

Os remorsos do Cavaleiro Julião


Lusitânia, 22 de fevereiro de 1250

Minha querida Donzela,

Com esta carta, vim declarar o meu amor por si, linda Donzela.

Tive tantas incertezas, que acabei por não a salvar, o que me deixa  destroçado e triste. Preciso de a ver, preciso de saber o que lhe aconteceu. Minha doce princesa, quem este mal lhe deu?! Não penso em mais nada, a não ser em si. Por cada dia que passa, mais falta sinto d'"A menina mais bonita da vila Vilela" .

Conte-me onde vive, e onde vai estar,
 para ir ter consigo e consigo ficar.
As saudades imensas que já  não consigo aguentar,
nada me faz feliz a não ser vê-la comigo a dançar.
Por favor fique comigo, que sou de confiança. Ouça o que lhe digo, nunca menti. E de tanto sonhar em si, já todos a conhecem...volte para aqui, mas não precisa ter muita pressa.

 Agora me despeço, com toda a minha gratidão, e mais uma vez lhe peço: confie em mim.

Com mil gratidões,        

Cavaleiro Julião      

Joana



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