quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Um amor torrencial


                                                                                 Castelo de São Vicente, 5 de março de 1324                
Bela donzela,      

     Espero que estejais bem e em segurança porque eu tenho vivido em sofrimento desde o dia que vos deixei. Escrevo esta carta para expressar o meu arrependimento pela minha atitude inadequada e também para exprimir todo o amor que sinto por vós.

    Nunca foi a minha intenção abandonar-vos, mas não há um dia em que não me arrependa desse momento. Quando regressei à mata onde vos vi pela primeira vez, e vós não estáveis lá , percebi que só me restava a morte. Como cavaleiro, o meu dever é proteger as mulheres e às crianças. E falhei miseravelmente.  

    Espero, minha doce infanta, que me possais perdoar e que aceiteis o meu amor, pois eu amo-vos como amo o sol. Preciso de vós como preciso da água. Sem vós não consigo respirar. O meu amor é tão forte, que, se fosse água, inundava o planeta.

   Fico a aguardar a vossa resposta ansiosamente.

   Com muito amor, do vosso,

Cavaleiro parisiense
(texto editado)
 

Guilherme M

Sem comentários:

Enviar um comentário