- 1º momento: da linha 1 à 9 (Cristo e S. Pedro passam por um laranjal. O menino acede aos pedidos de S. Pedro)
2º momento: da linha 10 à 14 (O Mestre concede o pedido
do rapazinho: uma gaitinha que pusesse tudo e todos a dançar)
3º momento:
da linha 15 à 24 (com a sua gaitinha, o rapaz faz alguns estragos, e é levado à
presença de um juiz)
4º momento: da linha 25 à 42 (quando o juiz
pede ao garoto para tocar a gaitinha, todos se põem a dançar, incluindo a mãe do
juiz, que estava acamada havia sete anos. O juiz, encantado, libertou o menino.
- S. Pedro sugeriu a Cristo que provasse uma laranja para ser Ele a recompensar o rapazinho.
- Quando tocada, a gaitinha punha tudo e todos a dançar. Duas das expressões do texto que comprovam esta caraterística são "[...] e, como começasse a ouvir-lhe o som da gaitinha, o jumento, vendilhão, loiça, tudo começou num delírio de pulos" (linhas 20-22) e “[...] juiz, escrivão, mesa, livros, vendilhão e os beleguins, tudo começou num rodízio e rodopio dançante.” (linhas 30-31)
- O menino era bondoso, pois ofereceu, sem hesitar, as laranjas a S. Pedro e ao Mestre. Além disso, era alegre, pois, além da salvação, pediu uma gaitinha que pusesse tudo e todos a dançar.
- O rapazito foi levado à presença do juiz, porque, com a sua gaita, causara danos ao dono do laranjal, que tinha ficado todo arranhado, e ao vendilhão, cuja mercadoria ficara partida.
- Se a gaita causava danos, pondo tudo e todos a dançar quando isso era inconveniente, também punha a mexer os paralíticos, como sucedeu com a mãe do juiz.
- a. segurar o jumentob. começouc. transpiração
- Neste conto convivem personagens humanas, como o menino, o proprietário do laranjal, o vendedor de louça, o juiz e a mãe, com S. Pedro e o Mestre. O tempo e o espaço em que a história teria ocorrido surge, logo no início, na afirmação vaga “Quando Cristo andava pelo mundo [...]” (linha 1). Existem marcas do discurso oral nos diminutivos (“rapazito”, “gaitinha”, “entrevadinha”), na utilização de expressões populares, como “bem me sabia”, “olha lá”, “dançasse tudo”, “bagadas de suor”, etc.
- “S. Pedro perguntou ao menino se o deixava comer uma laranja daquele belo laranjal.”“Peço-lhe desculpa – disse o menino – Prometo que lhe faço os curativos.”
- 10.1. Local e data → saudação e denominação do destinatário → corpo da carta → fórmula de despedida → assinatura
- d)
- Um jovem caranguejo perguntou-se: « Porque é que na minha família andam todos para trás? Quero aprender a andar para a frente, e que a cauda me caia se não o conseguir».Começou a exercitar-se às escondidas, entre os seixos do ribeiro natal, e nos primeiros dias a tarefa causou-lhe um enorme cansaço. Chocava contra tudo, magoava a carapaça e atropelava as pernas uma na outra. Mas, a pouco e pouco, as coisas começaram a correr melhor, pois tudo se pode aprender, quando se quer.Quando se sentiu seguro de si, apresentou-se à família e disse:
– Vejam isto.
E deu uma magnífica corridinha em frente.
– Meu filho – desatou a chorar a mãe – Deram-te a volta ao miolo? Reconsidera,
anda como o teu pai e a tua mãe te ensinaram, anda como os teus
irmãos, que te querem tanto. (…)
(Gianni Rodari, in Histórias ao telefone,
Teorema, 1987, p. 63. Texto com alterações)
Sem comentários:
Enviar um comentário