quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Uma donzela abandonada

  Honolulu, 27 de abril de 1864

Querida donzela,

Peço imenso perdão por tê-la deixado sozinha, sem lhe ter feito companhia. Estou muito arrependido!
Quando voltei, corri por toda essa mata, mas não conseguia descobrir a azinheira. Corri, corri, chamei e não me respondia. 
Deitei os olhos ao longe e vi muita cavalaria, de senhores e fidalgos, numa grande agitação, pois estavam a levá-la porque a deixei sozinha.
Sei que já é tarde demais, mas vim declarar-lhe o meu grande amor por si!
Espero que me perdoe, bela donzela.

Beijos,
 
                                                                                                                            Caçador

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