terça-feira, 31 de março de 2015

O peixe-aranha da Carolina

Estava um dia de verão quente e soalheiro, e na praia do Alvor soprava uma brisa suave. O mar espumoso refletia o sol, que se olhava, vaidoso, nas ondas calmas e esverdeadas. A areia dourada enchia o meu corpo, que parecia um croquete pronto a fritar.
Era uma brincadeira que todos os miúdos gostavam de fazer: depois de nadarmos no mar, ninguém se secava, pois íamos todos rebolar na areia para ficarmos cheios dela por todo o lado, para grande desespero dos pais.
Eu e a minha irmã Maria estávamos a brincar ao “croquete”, quando, de repente, deixámos de ver os nossos pais.
- Carolina, os pais estão aqui, vamos dar um mergulho porque estamos cheias de areia e, assim, vamos conseguir vê-los.
- Está bem, mas é só um mergulhinho - disse eu, quase a chorar.
O mar estava quentinho e eu, com a ajuda da minha irmã, mergulhava para tirar a areia. Mas, de repente, senti uma dor aguda no pé e comecei a chorar.
A minha irmã, preocupada, tirou-me da água e, avistando os pais, que entretanto nos tinham ido procurar, arrastou-me até eles.
- Que se passa? – perguntou a voz calma da mamã.
- Dói o pé – disse eu, cheia de dores.
A minha mãe levou-me ao nadador salvador, que observou o meu pé e disse:
-Foi mordida por um peixe-aranha.
Eu, sem saber o que era isso, comecei a chorar ainda mais, mas o rapaz desinfetou-me o pé e massajou-o, e ele ficou como novo.

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