Como é que eles conseguem adivinhar na carta em que eu estou
a pensar? Como é que eles conseguem fazer aparecer uma moeda na minha orelha? E
a rapariga que desaparece dentro daquela grande caixa, como é que eles o fazem?
Eis muitas perguntas a que eu sempre quis responder, mas, sempre que tentava
fazer um truque, algo tinha de correr mal.
Todos os domingos eu ia à casa da minha avó, mas naquele
domingo foi diferente.
Tinham montado um circo pertinho da casa da minha avó, no
qual ia atuar um dos mais prestigiosos mágicos de sempre, e claro que eu já
tinha ido com a minha mãe comprar os bilhetes.
- Mããããe! – gritei, enquanto corria para o sofá em que ela
estava sentada – Olha, achas que eu posso conhecer o mágico que vai atuar no
circo esta noite?
- Não sejas tolinha! – disse ela, rindo.
Ao princípio fiquei um pouco aborrecida, mas depois tive uma
brilhante ideia. Abri a porta de entrada sorrateiramente e fui em direção ao
circo. A música alta já se ouvia cá fora e os artistas estavam a ensaiar. Abri
a cortina que dava acesso ao circo e, felizmente, encontrei logo o mágico.
Falei com ele e este concordou em deixar-me atuar com ele no
espetáculo dessa noite.
Voltei para casa sem que ninguém desse conta e, quando
chegou a hora do espetáculo, minha mãe não ficou zangada pelo que eu fiz,
incrivelmente.
Sem comentários:
Enviar um comentário