Todos os verões, eu e a minha família inteira costumamos
encontrar-nos em Mira, numa casa de férias construída e acabada de geração em
geração. É uma casa amarela com um pinhal, com piscina, com duas camaratas (a
dos rapazes e a das raparigas), e com seis quartos (um para cada casal).
Certo dia, a minha tia Manela, quando eu tinha por volta
dos seis anos, decidiu levar toda a criançada à praia.
Na praia, as ondas pareciam ótimas, mas a diversão pouco
durou, ao descobrirmos que estava bandeira vermelha, e ao fim de uma hora fomos
embora. Foi ao entrar no carro que me lembrei que tinha deixado os meus
chinelos na praia. Quando voltei para o carro, já ninguém estava lá. Pensei que
tivessem ido a pé sem mim, por isso decidi tentar descobrir um caminho para
voltar para casa e acabei por me perder no meio de um mato por onde entrei.
Comecei a assustar-me, pois já estava a escurecer. Estava tão cansada e
assustada que acabei por adormecer. Passado algum tempo apareceu um cão ao
longe, e tive medo que ele me mordesse! Olhei bem, e vi que não se tratava de
um cão, mas sim da cadela dos meus avós. Não tarda apareceu o meu pai, que me
abraçou e levou para casa!
Hoje sei que a minha tia não se tinha ido embora, mas deu
pela minha falta e foram todos à minha procura!
Sem comentários:
Enviar um comentário