Substitutos de "tu" e "vós"
São pronomes de tratamento as palavras ou locuções que podem usar-se no discurso, capazes de
substituírem os pronomes pessoais da segunda pessoa - "tu" e "vós" (a pessoa ou pessoas com quem se fala);
vocês, o senhor, a senhora, (...)
A frases de sujeito nulo são mais formais do que as frases com sujeito expresso.
Ex: Quer tomar um café?
Poderá indicar-me a paragem de autocarro, por favor?
A forma "você(s)" não é genericamente aceitável em contexto formal. Em contexto de formalidade, impõe a cortesia que se recorra a alternativas que podem apresentar diferentes matizes:
o senhor engenheiro, a senhora doutora, o pai, o avô, etc.
Ex: O avô importa-se de repetir?
Fonte: Domínios. Gramática da Língua Portuguesa. Plátano Editora, 2012, pp. 156-157.
Blogue das turmas de sétimo ano do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian (ano letivo 2014/2015)
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
Como distinguir... orações subordinadas causais e orações coordenadas explicativas
1. Só as orações subordinadas causais podem ocorrer na posição inicial da frase complexa.
O Pedro foi-se deitar porque estava cansado.
Porque estava cansado, o Pedro foi-se deitar.
O Pedro foi-se deitar, pois estava cansado.
* Pois estava cansado, o Pedro foi-se deitar.
2. Nas orações subordinadas causais (1), os pronomes átonos ocorrem antes do verbo, ao passo que nas coordenadas explicativas (2) ocorrem depois do verbo.
(1) Fiquei zangada porque ele me mentiu.
(2) Fiquei zangada, pois ele mentiu-me.
Fonte: Domínios. Gramática da Língua Portuguesa. Plátano Editora, 2012, p. 216.
O Pedro foi-se deitar porque estava cansado.
Porque estava cansado, o Pedro foi-se deitar.
O Pedro foi-se deitar, pois estava cansado.
* Pois estava cansado, o Pedro foi-se deitar.
2. Nas orações subordinadas causais (1), os pronomes átonos ocorrem antes do verbo, ao passo que nas coordenadas explicativas (2) ocorrem depois do verbo.
(1) Fiquei zangada porque ele me mentiu.
(2) Fiquei zangada, pois ele mentiu-me.
Fonte: Domínios. Gramática da Língua Portuguesa. Plátano Editora, 2012, p. 216.
terça-feira, 30 de setembro de 2014
No reino de Almanita
Algures no Reino de Almanita
Vossa Alteza,
Perdoe-me por ter duvidado de vossa Senhoria, rainha da beleza e do encanto, e por não ter percebido que vossa Alteza precisava do meu mui nobre auxílio. Espero que vossa Senhoria aceite as minhas sinceras e humildes desculpas.
A verdade, vossa Alteza, é que mal me deparei com os seus cabelos ondulantes, brilhando à luz do sol, o seu sorriso tão belo, capaz de fazer inveja à flor mais bonita do seu jardim, impecavelmente arranjado, e os seus olhos grandes e azuis como duas safiras, permita-me, senti um amor tão verdadeiro, tão grande por si que nem sei por que razão não acreditei na sua palavra.
Cheio de arrependimento me despeço,
Mui nobre Cavaleiro
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