terça-feira, 28 de outubro de 2014

Algures na mata...

Algures na mata , 14 de agosto    

Minha amada,

            Escrevo-lhe esta carta para me redimir, ou pelo menos tentar, pelo meu maior pecado : deixar partir a mulher mais bela que vi em toda a minha vida .

          Oxalá pudesse voltar atrás no tempo e nunca ter ido a casa naquela noite, abandonando-a . Mas, minha donzela, fique de olhos bem abertos, porque eu irei aparecer, eu irei aparecer … E aí , no preciso momento em que a libertar , aí sim, aí irei mostrar-lhe todo o amor que nutro por si !

                          

Beijos,

Do seu caçador 


Simão, 7ºA

(texto editado)
   
 






 

 

Um cavaleiro arrependido

Querida Donzela,                                                       Caceforest, 28 de setembro de 1245


 peço perdão por não a ter levado comigo e por tê-la deixado sozinha. Estava um pouco confuso. Fiquei muito arrependido; então, decidi voltar à mata para a ir buscar, mas não a encontrei em lado nenhum. Depois, avistei-a ao longe com uma cavalaria de senhores e fidalgos e grande tropelia.
Estou loucamente apaixonado por si. Quero encontrar-me consigo algum dia destes, pois estou com bastantes saudades.
Estou bastante arrependido. Gostava muito que me perdoasse.

Beijos,

                                                                                                                                 Caçador


Clara Gonzaga, nº 8  7ºB

(texto editado)

sábado, 4 de outubro de 2014

Os remorsos do Cavaleiro Julião


Lusitânia, 22 de fevereiro de 1250

Minha querida Donzela,

Com esta carta, vim declarar o meu amor por si, linda Donzela.

Tive tantas incertezas, que acabei por não a salvar, o que me deixa  destroçado e triste. Preciso de a ver, preciso de saber o que lhe aconteceu. Minha doce princesa, quem este mal lhe deu?! Não penso em mais nada, a não ser em si. Por cada dia que passa, mais falta sinto d'"A menina mais bonita da vila Vilela" .

Conte-me onde vive, e onde vai estar,
 para ir ter consigo e consigo ficar.
As saudades imensas que já  não consigo aguentar,
nada me faz feliz a não ser vê-la comigo a dançar.
Por favor fique comigo, que sou de confiança. Ouça o que lhe digo, nunca menti. E de tanto sonhar em si, já todos a conhecem...volte para aqui, mas não precisa ter muita pressa.

 Agora me despeço, com toda a minha gratidão, e mais uma vez lhe peço: confie em mim.

Com mil gratidões,        

Cavaleiro Julião      

Joana



quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Formas de tratamento

Substitutos de "tu" e "vós"


São pronomes de tratamento as palavras ou locuções que podem usar-se no discurso, capazes de
substituírem os pronomes pessoais da segunda pessoa - "tu" e "vós" (a pessoa ou pessoas com quem se fala);
                             vocês, o senhor, a senhora, (...)


A frases de sujeito nulo são mais formais do que as frases com sujeito expresso.


Ex: Quer tomar um café?
Poderá indicar-me a paragem de autocarro, por favor?


A forma "você(s)" não é genericamente aceitável em contexto formal. Em contexto de formalidade, impõe a cortesia que se recorra a alternativas que podem apresentar diferentes matizes:


o senhor engenheiro, a senhora doutora, o pai, o avô, etc.


Ex: O avô importa-se de repetir?


Fonte: Domínios. Gramática da Língua Portuguesa. Plátano Editora, 2012, pp. 156-157.

Como distinguir... orações subordinadas causais e orações coordenadas explicativas

1. Só as orações subordinadas causais podem ocorrer na posição inicial da frase complexa.


O Pedro foi-se deitar porque estava cansado.
Porque estava cansado, o Pedro foi-se deitar.


O Pedro foi-se deitar, pois estava cansado.
* Pois estava cansado, o Pedro foi-se deitar.


2. Nas orações subordinadas causais (1), os pronomes átonos ocorrem antes do verbo, ao passo que nas coordenadas explicativas (2) ocorrem depois do verbo.
(1) Fiquei zangada porque ele me mentiu.
(2) Fiquei zangada, pois ele mentiu-me.
Fonte: Domínios. Gramática da Língua Portuguesa. Plátano Editora, 2012, p. 216.



terça-feira, 30 de setembro de 2014

No reino de Almanita



Algures no Reino de Almanita


 


Vossa Alteza,


Perdoe-me por ter duvidado de vossa Senhoria, rainha da beleza e do encanto, e por não ter percebido que vossa Alteza precisava do meu mui nobre auxílio. Espero que vossa Senhoria aceite as minhas sinceras e humildes desculpas.


A verdade, vossa Alteza, é que mal me deparei com os seus cabelos ondulantes, brilhando à luz do sol, o seu sorriso tão belo, capaz de fazer inveja à flor mais bonita do seu jardim, impecavelmente arranjado, e os seus olhos grandes e azuis como duas safiras, permita-me, senti um amor tão verdadeiro, tão grande por si que nem sei por que razão não acreditei na sua palavra.


Cheio de arrependimento me despeço,


 


Mui nobre Cavaleiro