domingo, 16 de novembro de 2014

Cenário de correção do 1º teste (7.ºB)




 

  1. 1º momento: da linha 1 à 9 (Cristo e S. Pedro passam por um laranjal. O menino acede aos pedidos de S. Pedro)

2º momento: da linha 10 à 14 (O Mestre concede o pedido do rapazinho: uma gaitinha que pusesse tudo e todos a dançar)

3º momento: da linha 15 à 24 (com a sua gaitinha, o rapaz faz alguns estragos, e é levado à presença de um juiz)

4º momento: da linha 25 à 42 (quando o juiz pede ao garoto para tocar a gaitinha, todos se põem a dançar, incluindo a mãe do juiz, que estava acamada havia sete anos. O juiz, encantado, libertou o menino.

 

  1. S. Pedro sugeriu a Cristo que provasse uma laranja para ser Ele a recompensar o rapazinho.
  2. Quando tocada, a gaitinha punha  tudo e todos a dançar. Duas das expressões do texto que comprovam esta caraterística são "[...] e, como começasse a ouvir-lhe o som da gaitinha, o jumento, vendilhão, loiça, tudo começou num delírio de pulos" (linhas 20-22) e “[...] juiz, escrivão, mesa, livros, vendilhão e os beleguins, tudo começou num rodízio e rodopio dançante.” (linhas 30-31)
  3. O menino era bondoso, pois ofereceu, sem hesitar, as laranjas a S. Pedro e ao Mestre. Além disso, era alegre, pois, além da salvação, pediu uma gaitinha que pusesse tudo e todos a dançar.
  4. O rapazito foi levado à presença do juiz, porque, com a sua gaita, causara danos ao dono do laranjal, que tinha ficado todo arranhado, e ao vendilhão, cuja mercadoria ficara partida.
  5. Se a gaita causava danos, pondo tudo e todos a dançar quando isso era inconveniente, também punha a mexer os paralíticos, como sucedeu com a mãe do juiz.
  6. a. segurar o jumento
    b. começou
    c. transpiração
  7. Neste conto convivem personagens humanas, como o menino, o proprietário do laranjal, o vendedor de louça, o juiz e a mãe, com S. Pedro e o Mestre. O tempo e o espaço em que a história teria ocorrido surge, logo no início, na afirmação vaga “Quando Cristo andava pelo mundo [...]” (linha 1). Existem marcas do discurso oral nos diminutivos (“rapazito”, “gaitinha”, “entrevadinha”), na utilização de expressões populares, como “bem me sabia”, “olha lá”, “dançasse tudo”, “bagadas de suor”, etc.
  8. “S. Pedro perguntou ao menino se o deixava comer uma laranja daquele belo laranjal.”
    “Peço-lhe desculpa – disse o menino – Prometo que lhe faço os curativos.”
  9. 10.1. Local e data → saudação e denominação do destinatário → corpo da carta → fórmula de despedida → assinatura
    1. d)

 

  1. Um jovem caranguejo perguntou-se: « Porque é que na minha família andam todos para trás? Quero aprender a andar para a frente, e que a cauda me caia se não o conseguir».
    Começou a exercitar-se às escondidas, entre os seixos do ribeiro natal, e nos primeiros dias a tarefa causou-lhe um enorme cansaço. Chocava contra tudo, magoava a carapaça e atropelava as pernas uma na outra. Mas, a pouco e pouco, as coisas começaram a correr melhor, pois tudo se pode aprender, quando se quer.
    Quando se sentiu seguro de si, apresentou-se à família e disse:

Vejam isto.

E deu uma magnífica corridinha em frente.

Meu filho desatou a chorar a mãe    Deram-te a volta ao miolo? Reconsidera, anda como o teu pai e a tua mãe te ensinaram, anda como os teus irmãos, que te querem tanto. (…)

 

(Gianni Rodari, in Histórias ao telefone, Teorema, 1987, p. 63. Texto com alterações)

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Uma donzela abandonada

  Honolulu, 27 de abril de 1864

Querida donzela,

Peço imenso perdão por tê-la deixado sozinha, sem lhe ter feito companhia. Estou muito arrependido!
Quando voltei, corri por toda essa mata, mas não conseguia descobrir a azinheira. Corri, corri, chamei e não me respondia. 
Deitei os olhos ao longe e vi muita cavalaria, de senhores e fidalgos, numa grande agitação, pois estavam a levá-la porque a deixei sozinha.
Sei que já é tarde demais, mas vim declarar-lhe o meu grande amor por si!
Espero que me perdoe, bela donzela.

Beijos,
 
                                                                                                                            Caçador

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Uma flor linda e luminosa


 

Braga, 26 de setembro 

 

Senhora D. Donzela,

Peço imenso perdão por a ter deixado sozinha. Só peço a Deus para voltar atrás no tempo.

Eu amava-a, era como uma flor linda e luminosa, parecia uma fada brilhante e os seus olhos cintilantes aqueciam o meu coração.

Volto a pedir perdão, minha Donzela.

                                    

                                       Com amor,

                                                         Cavaleiro

Marta Prata 7ºB

Uma donzela perfeita


        Beja, 12 de setembro de 1210

 

Querida donzela,

 

Desde o primeiro dia em que a vi, meu coração bateu mais forte. Seus belos cabelos luminosos, a sua linda voz, tudo em si era perfeito. Apaixonei-me logo no primeiro instante.

Infelizmente, tomei uma decisão errada. Devia tê-la acolhido nos meus braços, levá-la na minha companhia. Sei que cometi um erro, mas agora envio-lhe esta carta como sinal de meu amor e peço-lhe seu perdão.

 

Do seu apaixonado,

                                                            O cavaleiro

 

Eduardo

Um amor torrencial


                                                                                 Castelo de São Vicente, 5 de março de 1324                
Bela donzela,      

     Espero que estejais bem e em segurança porque eu tenho vivido em sofrimento desde o dia que vos deixei. Escrevo esta carta para expressar o meu arrependimento pela minha atitude inadequada e também para exprimir todo o amor que sinto por vós.

    Nunca foi a minha intenção abandonar-vos, mas não há um dia em que não me arrependa desse momento. Quando regressei à mata onde vos vi pela primeira vez, e vós não estáveis lá , percebi que só me restava a morte. Como cavaleiro, o meu dever é proteger as mulheres e às crianças. E falhei miseravelmente.  

    Espero, minha doce infanta, que me possais perdoar e que aceiteis o meu amor, pois eu amo-vos como amo o sol. Preciso de vós como preciso da água. Sem vós não consigo respirar. O meu amor é tão forte, que, se fosse água, inundava o planeta.

   Fico a aguardar a vossa resposta ansiosamente.

   Com muito amor, do vosso,

Cavaleiro parisiense
(texto editado)
 

Guilherme M

Até as forças se lhe esgotarem



                                                                                           Floresta Negra, 26 de abril de 1160
Senhora dona donzela,

Peço muito perdão por não a ter levado comigo. Juro que não vou parar até a encontrar. Vou cavalgar por montes e vales até se esgotarem as minhas forças. Prometo!

Espero vê-la em breve.

Com muito amor,

Caçador.
 
Vasco

No reino de Culquibir


Reino de  Culquibir,                                                                             13.out.1356

 

Cara donzela,

Perdoe-me pelo meu erro e pela minha falta de cortesia. Nunca a devia ter deixado só naquela mata escura. De modo algum a quis magoar, apenas quis pedir conselho à minha tia. No dia seguinte, corri toda a mata chamando pelo seu nome - mas a donzela não respondia. Quando me apercebi de que a tinha perdido pensei em tirar a minha própria vida. No entanto, achei que esse era um ato de cobardia. Foi assim que decidi escrever-lhe esta carta. Dedico-lhe este modesto poema:

 

Quando a conheci,

logo me apercebi

de quão era bela!

E logo a perdi!

Como me arrependi

de a deixar, donzela.

 

Por favor perdoe-me!

Respeitosos cumprimentos,

 

Afonso Gervásio
 (Inês T)