Castelo de São Vicente, 5 de março de 1324
Bela donzela,
Espero que
estejais bem e em segurança porque eu tenho vivido em sofrimento desde o dia
que vos deixei. Escrevo esta carta para expressar o meu arrependimento pela
minha atitude inadequada e também para exprimir todo o amor que sinto por vós.
Nunca foi a minha
intenção abandonar-vos, mas não há um dia em que não me arrependa desse momento. Quando
regressei à mata onde vos vi pela primeira vez, e vós não estáveis lá ,
percebi que só me restava a morte. Como cavaleiro, o meu dever é proteger as
mulheres e às crianças. E falhei miseravelmente.
Espero, minha doce
infanta, que me possais perdoar e que aceiteis o meu amor, pois eu amo-vos como
amo o sol. Preciso de vós como preciso da água. Sem vós não consigo respirar. O
meu amor é tão forte, que, se fosse água, inundava o planeta.
Fico a aguardar a
vossa resposta ansiosamente.
Com muito amor, do
vosso,
Cavaleiro parisiense
(texto editado)
Guilherme M