terça-feira, 16 de dezembro de 2014

O Cavaleiro da Dinamarca escreve-nos


Florença,10 de maio de 1550

Querida família:

Estou a enviar-vos esta carta para contar as aventuras que tenho vivido. Em Jerusalém, encontrei mais peregrinos que também iam passar a noite de Natal na gruta onde nasceu Jesus.

 Depois segui para Jafa, onde apanhei o barco. Mas, fui obrigado a parar em Ravena, porque o mesmo estava desfeito. Então, decidi esperar por outro barco, mas um comerciante convidou-me a ir para Veneza; aceitei o convite. Lá, vi uma cidade construída sobre água, cuja beleza era enorme.

Agora, encontro-me aqui em Florença, onde há muitas estátuas de bronze. Vê-se que neste lugar se estuda muita matemática, astronomia e também escultura. Já ouvi histórias sobre um grande pintor de Itália, chamado Giotto. E ouvi uma história sobre um grande poeta italiano, chamado Dante que viu, ainda vivo, o inferno e o céu.

Beijos e abraços    

Cavaleiro

sábado, 13 de dezembro de 2014

Trás ou Traz?





Trás significa "atrás de; após" (ano após ano ) e é usada em várias expressões com o sentido de «parte ou lado posterior»:
    Ele caiu para trás.
Traz é a terceira pessoa do singular do presente do indicativo do verbo trazer:
    O João traz o livro.



In http://www. portoeditora.pt (acedido em 13/12/2014)

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Cenário de correção 7.ºA

Grupo I

Sensação visual :O velho Rato de Água [t]inha uns olhinhos que pareciam contas, muito vivos, e uns bigodes cinzentos e rijos como arame.” / “Os patinhos nadavam no lago e pareciam um bando de canários amarelos; a mãe, que era muito branca e tinha as pernas encarnadas (…)
Sensação tátil:O velho Rato de Água [t]inha uns bigodes (…) rijos como arame.”
Sensação de movimento:O velho Rato de Água foi o primeiro a pôr a cabeça fora do seu buraco.” / “[A] mãe (…) estava a ensiná-los a mergulharem as cabecinhas na água.”
 
Primeiro – adjetivo numeral
Arame – nome comum
e – conjunção coordenativa copulativa
Bando – nome coletivo
Encarnadas – adjetivo qualificativo
Nunca – advérbio de tempo
Não – advérbio de negação
Na – contração da preposição em com o artigo definido a
 
Oração coordenada conclusiva: “(…) logo, tem boas notas.”
Oração coordenada explicativa: “(…) pois os livros estão em cima da mesa.”
Oração coordenada adversativa: “(…) mas não conseguiu emagrecer.”
Oração coordenada disjuntiva: “(…) ou faço uma síntese?”
Oração coordenada copulativa: “(…) e fizeram a síntese da matéria.”
 
Orações coordenadas assindéticas
 
O computador da Mafalda é novo, mas avariou-se.
A Estefânia está com febre, logo, não vem às aulas. / A Estefânia não vem às aulas, pois está com febre.
Tu queres um livro ou preferes um DVD?
O quarto do Martim é luminoso e está muito confortável. / O quarto do Martim nem é luminoso, nem está muito confortável. / O quarto do Martim não só é luminoso, como está muito confortável.
Estás rouco, pois saíste sem casaco. / Saíste sem casaco, logo, estás rouco.
 
d.  → a. → e. →  c. → b.     (Para começar   em seguidaConsidero que  ainda mas)
 
 
Max vive em Munique com os seus pais e irmãos — e com Mix, o seu inseparável gato preto com uma mancha branca na barriga. Max cresce e decide mudar de cidade, levando-o consigo. Porém, Max começa a trabalhar e tem de o deixar sozinho. Quando Max o prende em casa, o gato fica tristíssimo.
 
Mix apanha-o: o ladrão;
Ele: Mex / um ratinho mexicano
 
Sujeito (nulo) indeterminado
Sujeito (nulo) subentendido
 
Verbo defetivo impessoal
Verbo defetivo impessoal
Verbo defetivo unipessoal
 
Grupo II
Resposta livre

Cenário de correção 7.ºB



Grupo I


Bando – nome coletivo

Não – advérbio de negação

Especiais – adjetivo qualificativo

Ao – contração da preposição a com o artigo definido o

Mas – conjunção coordenativa adversativa

Talento – nome

Primeira – adjetivo numeral

 

Sensação visual: “Feita de refugo” / ”Parecia mesmo suja”

Sensação olfativa: “Cheirava pior que um texugo”

 

 Oração coordenada conclusiva: “(…) logo, tem boas notas.”

Oração coordenada explicativa: “(…) pois os livros estão em cima da mesa.”

Oração coordenada adversativa: “(…) mas não conseguiu emagrecer.”

Oração coordenada disjuntiva: “(…) ou faço uma síntese?”

Oração coordenada copulativa: “(…)e fizeram a síntese da matéria.”

 

Orações coordenadas assindéticas

 

O computador da Mafalda é novo, mas avariou-se.

A Estefânia está com febre, logo, não vem às aulas. / A Estefânia não vem às aulas, pois está com febre.

Tu queres um livro ou preferes um DVD?

O quarto do Martim é luminoso e está muito confortável. / O quarto do Martim nem é luminoso, nem está muito confortável. / O quarto do Martim não só é luminoso, como está muito confortável.

Estás rouco, pois saíste sem casaco. / Saíste sem casaco, logo, estás rouco.

 

e.  → d. → c. →  a. → b.     (mas →  para começar → onde →  Além disso→ Para concluir)

 

Max vive em Munique com os seus pais e irmãos — e com Mix, o seu inseparável gato preto com uma mancha branca na barriga. Max cresce e decide mudar de cidade, levando-o consigo. Porém, Max começa a trabalhar e tem de o deixar sozinho. Quando Max o prende em casa, o gato fica tristíssimo.

 

Mix apanha-o: o ladrão;

Ele: Mex / um ratinho mexicano

 

Sujeito (nulo) indeterminado

Sujeito (nulo) subentendido

 

Verbo defetivo impessoal

Verbo defetivo unipessoal

Verbo defetivo impessoal

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Objetivos para o 2º teste 7.º A/B







As perguntas vão incidir sobretudo no que estudámos neste período, mas também pode haver questões abordadas no ciclo anterior.  Mas TODOS os testes de Português são assim, não é?
testy.jpg (425×270)

Gramática



      • Identificar processos de coordenação entre orações: orações coordenadas copulativas (sindéticas e assindéticas), adversativas, disjuntivas, conclusivas  e explicativas



      Sugestão: fazer as tarefas do caderno de exercícios (pp. 70-73). No fim, mas só no fim, confrontar as respostas com as soluções.



          • Integrar palavras nas classes a que pertencem: nome próprio e comum (coletivo), adjetivo (qualificativo e numeral), conjunções e locuções conjuncionais coordenativas, advérbios ou locuções adverbiais, pronomes (indicando os respetivos antecedentes)
          Sugestão: fazer as tarefas do caderno de exercícios (pp. 20-21; p. 24; pp. 51-52 - só o exercício 5; pp. 35-40;  pp. 43 - só os exercícios 4 e 5 ).

          • Reconhecer as formas dos verbos defetivos (impessoais e unipessoais)
          Sugestão: fazer as tarefas do caderno de exercícios (p. 32, exercícios 12 e 12.1.)

          • Identificar o sujeito subentendido e o sujeito indeterminado
          Sugestão: fazer as tarefas do caderno de exercícios (pp. 15, exercícios 12 e 12.1.)
          Escrita
           
          Planificar textos, estabelecendo objetivos para o que se pretende escrever, organizando a informação segundo o tipo de texto (narrativo/biográfico/retrato/autorretrato ou “e-mail”), ordenando e organizando a informação, estabelecendo e fazendo a marcação de parágrafos.

          Escrever textos de estrutura e formato apropriados, adequados ao público, com vocabulário diversificado. As estruturas sintáticas também devem ser variadas (já expliquei que não quero apenas ee, ou ou e mas mas (isto é: devem variar as conjunções e os conetores, que estão, já agora, nas páginas 259 e 251 do manual, respetivamente). Devem ainda utilizar adequadamente os sinais auxiliares da escrita e a pontuação.

          No fim: rever os textos escritos, avaliando a sua correção e adequação. Atenção ao registos de língua, de que falámos muito ao longo do período. Será dado relevo especial às sensações (visuais, auditivas, táteis, olfativas, gustativas e de movimento). Caso seja necessário: reformular o texto escrito, suprimindo, mudando de sítio e reescrevendo o que estiver incorreto.
          Sugestão: fazer as tarefas do caderno de exercícios (pp. 88-93).

           A caligrafia deve ser legível, pois não sou perita em grafologia. Devem escrever todas as respostas na(s) folha(s) de teste da escola. Não corrigirei respostas escritas no enunciado.


           

           

          segunda-feira, 17 de novembro de 2014

          Para os mais distraídos


          Para o caso de estarem distraídos quando eu disse isto na aula, que fique bem claro que


          • um cenário de correção de um teste de Português pode ter, na parte A, alternativas aceitáveis;
          • os alunos não têm de escrever necessariamente assim. Devem redigir de acordo com o ano em que se encontram e com o seu grau de maturidade. Já as correções e comentários que escrevo nos testes são i-m-p-o-r-t-a-n-t-í-s-s-i-m-a-s e devem ser levadas muito a sério.

          Cenário de correção do 1º teste (7.ºA)


          1. 1º momento: da linha 1 à 6 (apresentação da situação inicial e das personagens)

          2º momento: da linha 6 à 21 (casamento da rapariga e aprisionamento do Diabo)

          3º momento: da linha 22 à 33 (encontro do soldado com o Diabo; fazem um pacto)

          4º momento: da linha 34 à 44 (doença da princesa, fuga do diabo e casamento com o soldado).

           
          2. A senhora queria que a filha se casasse, pois assim poderia deixar de a acompanhar aos bailes que tanto a aborreciam. Os bailes eram das poucas ocasiões em que os jovens se podiam encontrar. 
          3.  

            1. A mãe sugeriu que a filha que à noite, quando se fosse deitar, benzesse o quarto com água benta.
            2. A filha fez o que a mãe lhe dissera e o noivo – isto é, o Diabo – “deu dois estouros”, saindo pelo buraco da fechadura. A sogra, que estava à espreita com um recipiente encostado ao buraco da fechadura, encerrou-o num frasco.
            3. A mãe da jovem deixou o frasco no alto da serra.
               
              4.1. Chegado à serra, o soldado ouviu o Diabo. Este propôs-lhe um pacto: se fosse libertado, o Diabo meter-se-ia no corpo da Princesa e ninguém a conseguiria curar, exceto o rapaz, que assim obteria a mão da Princesa.

          4.2. O soldado era curioso, pois insistiu em ir à serra ver, por si próprio, o que se passava. Por outro lado, era ambicioso, porque libertou o Diabo para se casar com a Princesa.
          5. O rapaz mandou tocar todos os sinos a rebate, fingindo que estava a chamar a sogra do Diabo, o qual, com medo, fugiu. 


          6. a.não gostava de festas” (linha 2).
          b. “estava à espreita” (linha 19).
          c. “não fez a vontade à mãe” (linhas 25-26).
          d. “fingiu que a tratava” (linha 42).
           7.  

          • Conjuga factos reais e históricos com elementos fantasiosos
            Aos factos reais, como a forma como os jovens conviviam ou a ida dos rapazes para a tropa, aliam-se elementos fantasiosos (o frasco mágico, os poderes do Diabo)
          • Recorre frequentemente ao sobrenatural
            Coexistem personagens reais, como o soldado, com uma personagem sobrenatural, o Diabo.
          • É situada no tempo e no espaço
            Embora não seja claramente situada no tempo (apenas sabemos que ainda havia princesas e reis), temos a indicação de que, quanto ao espaço, esta história teria ocorrido em Penha Garcia
          8. 
          1.  “A filha pediu à mãe que a levasse consigo ao baile do dia seguinte.”
             
          2.  “– Minha filha – explicou a mãe –  casar-te-ei  com o primeiro que aparecer, pois estou velha e cansada.”
             
            Parte B
             


            1. Local e data → saudação e denominação do destinatário → corpo da carta → fórmula de despedida → assinatura
            2.  C)

          1. No tempo em que as pessoas ainda conversavam ao serão, três velhos senhores propuseram três enigmas aos que os escutavam. O primeiro senhor disse:
            Qual é a coisa, qual é ela, que, quando faz calor, cobre?
             O segundo senhor disse:
             – Qual é a coisa, qual é ela, que, quando não se vê, tapa?
            O terceiro senhor disse:
            Qual é a coisa, qual é ela, que carregamos quando estamos cansados de andar?
            Os que estavam a ouvir ficaram confusos e calados. Ao verem que ninguém respondia, os três senhores riram com gosto. A pedido de todos, revelaram os enigmas que eram, nada mais, nada menos, do que o chapéu, os óculos e a bengala.