terça-feira, 31 de março de 2015

A pequena ilha da Rafaela


 Tudo se passou num verão, num daqueles dias de verão quentes, mas com uma brisa refrescante. Estava na praia, numa daquelas praias do norte com não muita gente. Comigo na praia estava a minha mãe, o meu pai, a minha irmã e uma amiga.

 Depois de arrumarmos as coisas que levávamos  e de aplicar uma boa camada de protetor solar, fomos brincar, fizemos construções na areia, apanhámos pedrinhas no mar, ... até que chegou a hora do almoço e fomos comer. Eu adorava aqueles almoços na praia, quando eu é que decidia o que meter dentro do pão.

 A seguir do almoço dormirmos uma sesta pois nas horas em que o sol está mais a "pique" é mais perigoso. A sesta não durou mais de vinte minutos. Levantámo-nos e colocámos o protetor solar, sentimos que estava na hora de uma aventura e assim caminhamos junto ao mar com a minha mãe ate que paramos e vimos no mar uma pequena ilha que ficava não muito longe. Fomos até lá: a água que rodeava a ilha dava-me pela barriga. A ilha não era grande (na verdade era só um pedaço de areia no meio do mar), mas divertimo-nos imenso.

 Estivemos lá algum tempo, mas tivemos de voltar para casa porque já era tarde.

O Esconderijo do Nuno


Junto de minha casa havia uma casa em construção. Estava assim há muitos anos. Toda a gente pensava que ia ficar assim para sempre, no meio da floresta.

Um dia, de manhãzinha, o meu irmão chamou-me para subirmos até à floresta em torno da outra casa.

-Vamos construir um esconderijo! – disse ele, entusiasmado.

Eu, que era muito pequeno, não sabia o que era um esconderijo, mas concordei e segui-o.

Pedimos ao nosso pai que fosse connosco, e subimos os três à floresta. Era uma floresta grande, cheia de eucaliptos altos e de cor viva. Tinha muitas plantas selvagens e desconhecidas. E a casa, semiconstruída, estava já coberta de heras.

Começámos então a trabalhar no Esconderijo. O nosso pai arranjou madeira, fizemos a parede de árvores, e, por fim, dois banquinhos e uma mesa.

Estava então o Esconderijo feito. Da nossa casa, não se via – estava escondido. Eu e o meu irmão passámos lá horas brincando aos soldados e aos Reis e Rainhas, observando a casa com binóculos.

Hoje, a casa “para sempre em construção” está terminada. Com um terreno enorme dentro dos muros altos, o Esconderijo foi engolido pela construção e destruído. Tal como tudo na vida, os tempos do pequeno Esconderijo acabaram.

- Havemos de construir outro esconderijo! – diz por vezes o meu pai.

- Quando eu deixar de ter testes! – diz o meu irmão – Talvez no Dia de São Nunca…

O Muro do Simão



   Na casa dos meus avós há um muro. Um muro de cimento, todo cinzento, muito largo e bastante alto. Um muro que sempre esteve lá. Pelo menos, que eu me lembre No ano passado, os meus avós deixaram-nos, a mim e aos meus primos, fazer lá graffiti, de modo que o muro ficou mais "fixe". Há também uns arames onde  a minha avó pendura a roupa.
    Estava eu e os meus primos, reunidos naqueles domingos em que todos vão almoçar à casa dos avós, quando o Dinis disse:
     - Ei , e se fossemos ver o que está atrás daquele muro?
     É óbvio que nós sabíamos o que era , era um campo de relva, com um desnível algures, e com um rebanho de ovelhas, mas é claro que, visto do outro lado do muro, era melhor:
      - Sim! - disse eu.
      - Então , eu também vou ! - disse o Xavier.
      - Eu também quero! - suplicou o Gil.
      E lá fomos nós! Amarrámos as mãos aos arames e, pé ante pé, subimos, saltando, logo a seguir , para o outro lado.
      Começámos por ir brincar com as ovelhas, depois atirámos pedras, de muito longe para ele não ver quem foi, ao cavalo e fomos indo assim, andando de um lado para o outro, até que vimos uma casa abandonada.
       Tentámos abrir a porta , mas ouvimos um berro e fomos logo embora.
        E foi assim a aventura!

Simão

quinta-feira, 19 de março de 2015

Cenário de correção do 4.º teste de avaliação


Grupo I

1. a. V; b. ID; c. ID; d. V; e. V; f. F (“Evidentemente não contei a ninguém a minha intenção.”); g. F (O bambuzal ficava no fundo do quintal do narrador.); h. V; i. ID; j. F (Ele subiu porque foi “projetado para cima como uma bala de canhão”, mas, quando o impulso acabou, ele foi “sempre caindo”.); k. F (“Senti que estava perdido.”); l. ID; m. V; n. V; o. ID.

 

2.1. “(…) me erguer (…)”

2.2. “(…) de nossa casa (…)”

2.3.conseguindo

 

3. A expressão “(…) braços abertos como as asas de um pássaro” é muito apropriada, pois compara a atitude do narrador à de um pássaro, quando, efetivamente, ele pretende voar.

 

Grupo II

    1. O título apropria-se a este conto, uma vez que Jika e Ndalu (assim como Tibas e Bruno Ferraz) viviam na mesma rua e eram amigos.

    1. É possível que Jika não quisesse comer em casa, por considerar que em casa de Ndalu se comia melhor. Talvez Jika preferisse comer em casa de Ndalu por apreciar a sua companhia e a das irmãs.
    2. É possível que a família de Jika fosse mais pobre do que a de Ndalu, e por isso houvesse mais comida em casa do amigo.

    1.  Jika e Ndalu podiam ter-se ferido, ou até morrido.
    2.  Há crianças que veem filmes ou desenhos animadas e se julgam a salvo de todos os perigos.
    3.  Talvez a mãe de Jika não o tivesse alertado para os perigos que incorria ao saltar de lugares altos.
    4. Como Jika era o mais novo da sua rua, não tinha maturidade suficiente para se aperceber dos perigos.
    5. Com a excitação da brincadeira, Jika não deu conta dos riscos envolvidos.
  1. “Então vou pedir na minha mãe.”
    5.1 Ndalu = vocativo; te = complemento indireto; uma coisa = complemento direto
     
    6.1 Quando Dona Sita contou uma história, Tchi adormeceu.
    6.2. Tchi adormeceu, porque Dona Sita contou uma história.
     
    7.1 Jika batia à porta de Ndalu, que ainda estava no quarto.
    7.2. Jika bebia uma gasosa que era importada.
     
    8. Orações subordinadas adverbiais relativas

 Grupo IV

Resposta livre

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

4.º teste de avaliação


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(In http://cm1falga.e-monsite.com/, acedido em 26/2/2014)



Para que não precisem de "esforçar os olhos", como o Calvin, aí vai a matéria do teste.


Leitura

Interpretação de um texto

Variedades do português

Educação literária

Texto literário de autor lusófono

Recursos expressivos

Gramática: a estudada até ao momento. Será dado especial relevo a:

 

  • Funções sintáticas: sujeito, vocativo, predicado, complemento direto, complemento indireto, complemento oblíquo, complemento agente da passiva, predicativo do sujeito, modificador
  • Oração subordinante
  • Orações subordinadas adverbiais causais e temporais
  • Orações subordinadas adjetivas relativas
     
     

Escrita

Texto narrativo

(Planificação, estruturação, redação com coerência e correção linguística, variação sintática e vocabular, revisão)





sábado, 21 de fevereiro de 2015

Cenário de correção do teste do 7.ºA


Cenário de correção

Grupo I

  1. b
  2. b
  3. c
  4. b, d, e, f, h
  5. c

 

Grupo II


  1. Pedro saiu de casa, atraído pela “estrela mais gira do céu”.
  2. O miúdo começou por sentir medo (“(…) porque o  medo vinha a correr também atrás dele (…)”(. A constatação de que a porta da torre estava aberta começou por admirá-lo (linha 17) para, em seguida, lhe provocar contentamento e, finalmente, novo susto (linhas 20 e 21).
  3. Além de quase não ter comido, Pedro manteve-se pesaroso e imóvel, o que alertou os pais.
  4. Pedro era curioso e apreciava coisas bonitas. Queria ter a estrela para si, mas pensou em dá-la à mãe, o que demonstra que era carinhoso com ela. Embora ele tenha sentido algum medo, a sua subida à torre revela que era corajoso. Por último, o seu receio pela reação dos pais revela que era malandro.
  5. Na frase “(…) o medo vinha a correr também atrás de ele” há uma personificação que mostra que, mesmo correndo, a criança não se sente a salvo. Trata-se de uma personificação porque ao sentimento do emdo é atribuída uma qualidade exclusiva de seres vivos, correr.




III



  1. a. derivação por parassíntese     b. composição morfossintática c. derivada por prefixação d. derivada por sufixação

  2. 1. B           2. E      3. A      4. D     5. C


     
    3.1.  a. A     b. P       c.  A

  3. a. A estrela era intensamente desejada pelo menino.
    b. O medo perseguiu-o até à igreja.
           c. a porta da torre será aberta devagar.




          pelo menino; pelo medo; pelo garoto

 


4.a. O rapaz queria a estrela, pois gostou do seu brilho.


4.b. O rapaz quer a estrela, mas não sabe bem para quê.






 

IV

 

Resposta livre

Cenário de correção do teste do 7.ºB


I
  1. b
  2. b
  3. c
  4. b, d, e, f, h
  5. c



 

II

 

  1. Pedro gostava muito do velho, pois este dava-lhe berlindes, consertava-lhe os brinquedos e, sobretudo, contava-lhe histórias que o rapaz apreciava muito.
  2. O senhor descobriu que a estrela tinha desaparecido porque dormia pouco e “(…) gostava às vezes de se pôr a olhar as estrelas”.
  3. Os pais de Pedro demonstraram alguma indiferença pelo desaparecimento da estrela: a mãe considerava-o irrelevante, pois havia muitas outras. Além disso, ela não tinha tempo para olhar para elas. O pai, por seu lado, pensava que as conversas dos habitantes da aldeia eram ridículas.
  4. Adjetivação simples: olhos bons; dupla adjetivação: olhos amachucados da velhice, mas bons (contraste) metáfora: olhos amachucados

 III

  1. a. derivação por parassíntese     b. composição morfossintática c. derivada por prefixação d. derivada por sufixação

 

  1. 1. B           2. E      3. A      4. D     5. C

 

  1.  

    1. a. P     b. P       c.  A
    2. pelo velho; pelo medo

 

4.a. O rapaz queria a estrela, pois gostou do seu brilho.

4.b. O rapaz quer a estrela, mas não sabe bem para quê.

 

IV

 

Resposta livre