Ainda éramos três naquele tempo. Era eu a minha prima
Cláudia, e o meu irmão tomas. A “Lau” era a mais velha.
Sim. Nós sabíamos que aquele dia teria que ser memorável.
Era o primeiro dia de férias de verão! Estava calor e sol, naturalmente.
Então, decidimos, no fim de um almoço em família, ter
alguma aventura.
Estávamos decididamente “fartos” de ir andar de bicicleta
por caminhos desconhecidos, de conhecer novas pessoas, etc.
Daquela vez iríamos fazer algo improvisado.
Foi nesse momento que me ocorreu uma solução.
- Lau! Ajuda-me a tirar esse atrelado da terra, e tu, Tomás…
vai procurar cordas e encostos.
Assim fizemos. Tiramos o atrelado e levámo-lo para o campo.
Quando o Tomás chegou com as cordas e com almofadas bem grandes, atámos as
almofadas ao atrelado com as cordas, sentámo-nos nas almofadas e agarrámo-nos
ao ferro da frente, que permitia controlar as rotas do “carroço”.
- Mafalda, o que vais fazer? - interrogaram confusos.
- Cavalheiros, sentem-se, apertem os cintos e desfrutem da
viagem.
Eles riram.
Quando já estávamos instalados dei um pontapé no pau que
estava a segurar o atrelado, e aquilo começou a descer rápido de mais. Foi o
suficiente para perder o controlo. E lá em baixo, havia um celeiro. Já
estávamos, literalmente, a prever o desastre.
O Tomás atirou-se fora do atrelado, pegou num pau e atirou-o
às rodas, o que fez com que abrandasse.
Nunca mais voltámos a atar almofadas a um atrelado...
Mafalda