quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Uma flor linda e luminosa


 

Braga, 26 de setembro 

 

Senhora D. Donzela,

Peço imenso perdão por a ter deixado sozinha. Só peço a Deus para voltar atrás no tempo.

Eu amava-a, era como uma flor linda e luminosa, parecia uma fada brilhante e os seus olhos cintilantes aqueciam o meu coração.

Volto a pedir perdão, minha Donzela.

                                    

                                       Com amor,

                                                         Cavaleiro

Marta Prata 7ºB

Uma donzela perfeita


        Beja, 12 de setembro de 1210

 

Querida donzela,

 

Desde o primeiro dia em que a vi, meu coração bateu mais forte. Seus belos cabelos luminosos, a sua linda voz, tudo em si era perfeito. Apaixonei-me logo no primeiro instante.

Infelizmente, tomei uma decisão errada. Devia tê-la acolhido nos meus braços, levá-la na minha companhia. Sei que cometi um erro, mas agora envio-lhe esta carta como sinal de meu amor e peço-lhe seu perdão.

 

Do seu apaixonado,

                                                            O cavaleiro

 

Eduardo

Um amor torrencial


                                                                                 Castelo de São Vicente, 5 de março de 1324                
Bela donzela,      

     Espero que estejais bem e em segurança porque eu tenho vivido em sofrimento desde o dia que vos deixei. Escrevo esta carta para expressar o meu arrependimento pela minha atitude inadequada e também para exprimir todo o amor que sinto por vós.

    Nunca foi a minha intenção abandonar-vos, mas não há um dia em que não me arrependa desse momento. Quando regressei à mata onde vos vi pela primeira vez, e vós não estáveis lá , percebi que só me restava a morte. Como cavaleiro, o meu dever é proteger as mulheres e às crianças. E falhei miseravelmente.  

    Espero, minha doce infanta, que me possais perdoar e que aceiteis o meu amor, pois eu amo-vos como amo o sol. Preciso de vós como preciso da água. Sem vós não consigo respirar. O meu amor é tão forte, que, se fosse água, inundava o planeta.

   Fico a aguardar a vossa resposta ansiosamente.

   Com muito amor, do vosso,

Cavaleiro parisiense
(texto editado)
 

Guilherme M

Até as forças se lhe esgotarem



                                                                                           Floresta Negra, 26 de abril de 1160
Senhora dona donzela,

Peço muito perdão por não a ter levado comigo. Juro que não vou parar até a encontrar. Vou cavalgar por montes e vales até se esgotarem as minhas forças. Prometo!

Espero vê-la em breve.

Com muito amor,

Caçador.
 
Vasco

No reino de Culquibir


Reino de  Culquibir,                                                                             13.out.1356

 

Cara donzela,

Perdoe-me pelo meu erro e pela minha falta de cortesia. Nunca a devia ter deixado só naquela mata escura. De modo algum a quis magoar, apenas quis pedir conselho à minha tia. No dia seguinte, corri toda a mata chamando pelo seu nome - mas a donzela não respondia. Quando me apercebi de que a tinha perdido pensei em tirar a minha própria vida. No entanto, achei que esse era um ato de cobardia. Foi assim que decidi escrever-lhe esta carta. Dedico-lhe este modesto poema:

 

Quando a conheci,

logo me apercebi

de quão era bela!

E logo a perdi!

Como me arrependi

de a deixar, donzela.

 

Por favor perdoe-me!

Respeitosos cumprimentos,

 

Afonso Gervásio
 (Inês T)

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Guião de exposição oral

Um guião de apresentação oral é simples e tem pontos em comum com a planificação de textos escritos. Ora reparem:

1. INTRODUÇÃO


  • apresentação do tema
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________


 2. DESENVOLVIMENTO

  • tópico 1: ____________________________________________________________ 
  • tópico 2: ____________________________________________________________ 
  • tópico 3: ____________________________________________________________ 
  • tópico 4: ____________________________________________________________ 
  • tópico 5: ____________________________________________________________ 
 (...)


 3. CONCLUSÃO
  • síntese
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
    No vosso caso, como se trata de um livro, devem seguir as indicações do manual (p. 51)


    77c1096acf78f8ea5bdd5a920b7e9241.jpg (236×245)

    Avaliação da exposição oral



    • Planificação
    O aluno fez um guião apropriado para os seus ouvintes, tendo em conta o tempo disponível.
    • Tema/sequência do guião
    O guião é claro e organizado e há um equilíbrio entre a introdução, o desenvolvimento e a conclusão.
    • Coesão e coerência
    O apresentador fala de forma coerente, recorrendo a conetores, e usa um registo de língua adequado (embora menos exigente do que na expressão escrita), assim como um vocabulário variado.
    • Tom de voz/ritmo/entoação
    O tom de voz é audível, o ritmo é apropriado e a entoação é variada.
    • Postura/gestos/contacto visual


    O orador (isto é, aquele que fala) posiciona-se de frente para os seus colegas e estabelece contacto visual. Pode circular pela sala, mostrar imagens ou objetos e gesticular, quando tal se justificar.


    E nunca, mas mesmo nunca, jamais, em circunstância alguma ou sob que pretexto for... leiam.

    Plano de trabalho


                                                                         

                

     
    Planificação Anual
    Disciplina –  Português                                                                


    Ano –                                               
    Nº de aulas
     
    Unidades
     
    Conteúdos
     
    Avaliação
    1º Período
     
    7ºA: 51
    7ºB: 50
     
    Unidade 0 - Para começar
    Unidade 1 - Narrativas da literatura popular e tradicional
    Unidade 2 - Narrativas juvenis de carácter realista
    Unidade 3 - Narrativas juvenis de aventura e fantásticas
    Leitura integral: O Cavaleiro da Dinamarca, Sophia de Mello Breyner Andresen
     
     
    Oralidade
    Interpretar discursos orais com diferentes graus de formalidade e complexidade
    Registar, tratar e reter a informação
    Participar oportuna e construtivamente em situações de interação oral
    Produzir textos orais corretos, usando vocabulário e estruturas gramaticais diversificados e recorrendo a mecanismos de coesão discursiva
    Produzir textos orais (4 minutos) de diferentes tipos e com diferentes finalidades
    Leitura
    Ler expressivamente em voz alta
    Ler textos diversos
    Interpretar textos de diferentes tipologias e graus de complexidade
    Utilizar procedimentos adequados à organização e tratamento da informação
    Ler para apreciar textos variados
    Escrita
    Planificar a escrita de textos
    Redigir textos com coerência e correção linguística
    Escrever para expressar conhecimentos
    Escrever textos de diversas tipologias
    Rever os textos escritos
    Educação Literária
    Ler e interpretar textos literários
    Apreciar textos literários
    Ler e escrever para fruição estética
    Gramática
    Explicitar aspetos fundamentais da morfologia
    Reconhecer e conhecer classes de palavras
    Analisar e estruturar unidades sintáticas
     
     
    ·       Testes de compreensão oral
    ·       Testes de compreensão escrita
    ·       Produção de textos de natureza diversa
    ·       Resolução de questionários de natureza diversa
    ·       Autoavaliação
    Recurso a grelhas de observação/ avaliação de
    - leitura expressiva/encenação
    /dramatização
    - oralidade (a solo)
    - oralidade (em interação)
    - participação em trabalhos de grupo
    Recurso a registos relativos a
    - trabalhos de casa
    - atitudes
    - assiduidade e pontualidade
    2º Período
     
    7ºA: 40
    7ºB: 42
    Unidade 4 - Narrativas de autores portugueses e lusófonos
    Unidade 5 - Narrativas de autores estrangeiros
    Leitura integral: História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar, de Luís Sepúlveda
    Unidade 6 - Texto dramático
    Leitura integral: Leandro, Rei da Helíria, Alice Vieira
    3º Período
     
    7ºA: 34
    7ºB: 34
     
    Unidade 7 - Texto poético
    Unidade 8 - Textos não literários

     

    Um "e-mail" como deve ser

     Boa tarde, senhora professora,

    envio-lhe a carta com as alterações que me sugeriu.

    Bom domingo,

    Cumprimentos,

    (nome, n.º, turma)

    Algures na mata...

    Algures na mata , 14 de agosto    

    Minha amada,

                Escrevo-lhe esta carta para me redimir, ou pelo menos tentar, pelo meu maior pecado : deixar partir a mulher mais bela que vi em toda a minha vida .

              Oxalá pudesse voltar atrás no tempo e nunca ter ido a casa naquela noite, abandonando-a . Mas, minha donzela, fique de olhos bem abertos, porque eu irei aparecer, eu irei aparecer … E aí , no preciso momento em que a libertar , aí sim, aí irei mostrar-lhe todo o amor que nutro por si !

                              

    Beijos,

    Do seu caçador 


    Simão, 7ºA

    (texto editado)
       
     






     

     

    Um cavaleiro arrependido

    Querida Donzela,                                                       Caceforest, 28 de setembro de 1245


     peço perdão por não a ter levado comigo e por tê-la deixado sozinha. Estava um pouco confuso. Fiquei muito arrependido; então, decidi voltar à mata para a ir buscar, mas não a encontrei em lado nenhum. Depois, avistei-a ao longe com uma cavalaria de senhores e fidalgos e grande tropelia.
    Estou loucamente apaixonado por si. Quero encontrar-me consigo algum dia destes, pois estou com bastantes saudades.
    Estou bastante arrependido. Gostava muito que me perdoasse.

    Beijos,

                                                                                                                                     Caçador


    Clara Gonzaga, nº 8  7ºB

    (texto editado)

    sábado, 4 de outubro de 2014

    Os remorsos do Cavaleiro Julião


    Lusitânia, 22 de fevereiro de 1250

    Minha querida Donzela,

    Com esta carta, vim declarar o meu amor por si, linda Donzela.

    Tive tantas incertezas, que acabei por não a salvar, o que me deixa  destroçado e triste. Preciso de a ver, preciso de saber o que lhe aconteceu. Minha doce princesa, quem este mal lhe deu?! Não penso em mais nada, a não ser em si. Por cada dia que passa, mais falta sinto d'"A menina mais bonita da vila Vilela" .

    Conte-me onde vive, e onde vai estar,
     para ir ter consigo e consigo ficar.
    As saudades imensas que já  não consigo aguentar,
    nada me faz feliz a não ser vê-la comigo a dançar.
    Por favor fique comigo, que sou de confiança. Ouça o que lhe digo, nunca menti. E de tanto sonhar em si, já todos a conhecem...volte para aqui, mas não precisa ter muita pressa.

     Agora me despeço, com toda a minha gratidão, e mais uma vez lhe peço: confie em mim.

    Com mil gratidões,        

    Cavaleiro Julião      

    Joana



    quarta-feira, 1 de outubro de 2014

    Formas de tratamento

    Substitutos de "tu" e "vós"


    São pronomes de tratamento as palavras ou locuções que podem usar-se no discurso, capazes de
    substituírem os pronomes pessoais da segunda pessoa - "tu" e "vós" (a pessoa ou pessoas com quem se fala);
                                 vocês, o senhor, a senhora, (...)


    A frases de sujeito nulo são mais formais do que as frases com sujeito expresso.


    Ex: Quer tomar um café?
    Poderá indicar-me a paragem de autocarro, por favor?


    A forma "você(s)" não é genericamente aceitável em contexto formal. Em contexto de formalidade, impõe a cortesia que se recorra a alternativas que podem apresentar diferentes matizes:


    o senhor engenheiro, a senhora doutora, o pai, o avô, etc.


    Ex: O avô importa-se de repetir?


    Fonte: Domínios. Gramática da Língua Portuguesa. Plátano Editora, 2012, pp. 156-157.

    Como distinguir... orações subordinadas causais e orações coordenadas explicativas

    1. Só as orações subordinadas causais podem ocorrer na posição inicial da frase complexa.


    O Pedro foi-se deitar porque estava cansado.
    Porque estava cansado, o Pedro foi-se deitar.


    O Pedro foi-se deitar, pois estava cansado.
    * Pois estava cansado, o Pedro foi-se deitar.


    2. Nas orações subordinadas causais (1), os pronomes átonos ocorrem antes do verbo, ao passo que nas coordenadas explicativas (2) ocorrem depois do verbo.
    (1) Fiquei zangada porque ele me mentiu.
    (2) Fiquei zangada, pois ele mentiu-me.
    Fonte: Domínios. Gramática da Língua Portuguesa. Plátano Editora, 2012, p. 216.